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Sentir
Navego nas noites de São Paulo enquanto os dias me são estranhos, descompromissados e vazio. O vazio talvez seja a pior emoção a se sentir; não se pode jogar vazos contra a parede; não se pode arremessar alguém contra a parede e fazer amor no chão, ali mesmo; não dá para colocar a cabeça do outro em nosso colo para acariciarmos e dizer com um toque "estou aqui por você; estou aqui com você"; não se pode beijar profundamente e com este unico beijo poder responder todas as perguntas do universo. O vazio, no fim, nada mais é que o infinito. É algo sem fim, começo, prazo, resultados, frustrações, como já disse, é exatamente a falta do sentir. Por vezes, me pergunto se realmente sentir-se vazio é tão ruim assim; tento compreender como alguém pode retribuir carinho, atenção e dedicação, com rancor, privações, falta de polidez e ignorância. É como me sinto agora. Um simples sentimento que atravessa minha mente, minha alma e minhas lágrimas. É uma confusão estranha, eu não sei se gosto, se não; se eu devo compreender ou até lidar. Primeiro de tudo, eu quero estrangulá-lo; as vezes, só segurá-lo; mas sempre, dizer a verdade "o mundo não é seu; não gira ao seu redor". Infelizmente, eu não posso dizer porque eu realmente sei que irá ferir seus sentimentos e eu não posso simplesmente fazer isso com um amigo ou com alguém que não sabe ainda como ele pode ser cruel com os outros, comigo, ou quanto sem sentido ele é com sua própria vida; suas decisões são mais confusas que ele mesmo em pessoa. Então, eu só lido com a situação e não faço disso uma grande coisa.
Escrito por Henry Akashi às 20h06
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Queria...
"Se pudessem compreender a lírica de uma amizade, compreenderiam a simplicidade do Amor". Queria amar, abraçar e correr na chuva. Queria sorrir, me alegrar, encontrar minha luva. Aquela que se encaixa em mim Que tenha um carinho enfim Para poder me fazer mais feliz Mais contente e mais completo Como jamais um outro ser humano Pudesse se sentir!
Escrito por Henry Akashi às 14h03
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Estou estudando o período da manha e da noite inteiro durante a semana. E nos fins de semana minhas aulas são das 8h às 19h. E como se já não bastasse tudo isso ainda tô montando os dvd's de LOST, SMALLVILLE, SUPERNATURAL, HOUSE, HEROES e PRISON BREAK, que são as séries mais populares e os clientes querem assistir ao mesmo passo q os episódios saem nos EUA. Ainda como se não bastasse tudo isso... Passei em um processo seletivo e agora faço parte de uma equipe editorial de um site de séries. E me foi incubido esta semana a coluna de resenha crítica das séries HEROES, ELEVENTH HOUR e TERMINATOR: THE SARAH CONNOR CHRONNICLES (a série sobre o filme exterminador do futuro). Então primo... se não fosse tudo isso eu até me ofereceria pra fazer o que está t incomodando e t mandaria por correio sem problema algum, mas como pode ver. O tempo está extremamente excasso.
Escrito por Henry Akashi às 15h03
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Resenha Crítica
Em Seu Lugar (In Her Shoes, 2005) Curtis Hanson é um diretor incrivelmente versátil. Depois de realizar suspenses meia-boca na primeira fase de sua carreira, como A Mão que Balança o Berço, o cineasta demonstrou seu talento em filmes tão díspares quanto a obra-prima noir Los Angeles – Cidade Proibida, o irônico Garotos Incríveis e o contundente 8 Mile. Continuando a surpreender em suas escolhas, Hanson realizou este Em Seu Lugar, um competente drama que poderia se encaixar facilmente na definição “filme de mulher”. Escrito por Susannah Grant a partir de um livro de Jennifer Weiner, Em Seu Lugar conta a história das irmãs Maggie e Rose. Rose é uma advogada bem-sucedida, que tem o trabalho como prioridade em sua vida. Já Maggie é uma mulher fútil, desempregada, que vive em festas e em busca de homens. Quando Maggie é mandada embora da casa do pai pela madrasta, Rose a acolhe. Logo em seguida, as irmãs brigam e Maggie sai em busca de uma avó que descobre estar viva. É o reencontro com essa avó que poderá mudar Maggie e reaproximar as irmãs. Em Seu Lugar não começa de forma promissora. Estabelecendo desde as primeiras cenas a diferença de personalidade entre as duas irmãs, Hanson parece demonstrar falta de sutileza na apresentação das personagens, levando o público a crer que elas serão estereotipadas como a loira burra e fútil e a feiosa certinha e inteligente. De certa forma, é isso o que acontece, mas a condução da história é realizada de maneira tão eficaz que o filme vai conquistando o espectador a cada minuto que passa. A principal qualidade de Em Seu Lugar é que o desenvolvimento da trama, apesar de não oferecer a mínima surpresa ou originalidade, é feito de maneira convincente. O espectador não encontra problemas em acreditar nas brigas e reconciliações de Maggie e Rose, pois o roteiro é cuidadoso ao não pular etapas; pelo contrário, a platéia sempre compreende o motivo das ações das personagens, fazendo a história fluir de forma natural. Da mesma maneira, o próprio desenvolvimento das personagens é satisfatório. Fugindo do estereótipo inicial, Hanson é hábil ao fazer de Rose e Maggie pessoas reais, de carne e osso. Encarnada pela sempre ótima Toni Collette, Rose demonstra ser mais do que uma advogada bem-sucedida, revelando todas as suas inseguranças ao longo da obra. Mais do que isso, ela é obrigada a admitir que, por mais que a irmã a irrite, Rose depende de Maggie, como se a utilizasse como um centro de estabilidade em sua vida. Por outro lado, a personagem de Diaz é a que passa pelo arco dramático mais definido de todo o filme. O roteiro demonstra inteligência ao “culpar” a futilidade de Maggie em uma dificuldade de aprendizado (dislexia) e não apenas numa opção de vida. A mudança sofrida pela personagem é carregada de forma talentosa por Cameron Diaz, que jamais deixa esta transformação parecer falsa. Um dos melhores trabalhos de Diaz, indiscutivelmente. A construção do relacionamento entre Maggie e Rose, aliás, é tão bem realizada que o filme não perde o ritmo mesmo com as personagens passando bom tempo separadas. Isso graças a constante sensação de que uma depende da outra. Além disso, por mais todos saibam que elas vão se reencontrar, não é por este momento que o espectador anseia: o interesse aqui é acompanhar elas solucionando, em primeiro lugar, seus próprios problemas, para somente depois partirem para a reconciliação. Fechando o talentoso trio de atrizes principais, está a veterana Shirley MacLaine (só por curiosidade, uma das minhas atrizes favoritas). MacLaine adota um estilo de interpretação minimalista, sem afetações. Apesar de funcionar e de ser adequada à sua personagem, a escolha acaba obscurecendo a atriz diante de Collette e Diaz, que parecem ter muito mais brilho em tela. Ainda assim, é sempre um prazer assistir MacLaine. Mesmo com todas estas qualidades, o roteiro acaba pecando em certos momentos. Em uma necessidade desnecessária de deixar todo mundo feliz no final, algumas soluções soam forçadas, como o perdão entre a personagem de MacLaine e o pai de Rose e Maggie. Da mesma forma, a madrasta das protagonistas chega a ser irritante de tão unidimensional, parecendo a bruxa malvada de um conto de fadas. Difícil acreditar que uma obra singela e tocante como em Seu Lugar tenha sido realizado pelo mesmo diretor da injeção de testosterona que foi Los Angeles – Cidade Proibida. A última obra de Curtis Hanson trata de temas relacionados ao coração, os homens não passam de coadjuvantes e oferece momentos genuinamente emocionantes. Se for com essa competência, que continuem fazendo “filmes de mulher” por um bom tempo.
Por Silvio Pilau, em 09/06/2006
Escrito por Henry Akashi às 15h20
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Visitem https://twitter.com/ashenew ACOMPANHEM
Escrito por Henry Akashi às 21h46
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Queria poder dizer algo mais a seu respeito. Talvez um... "foi bom t conhecer", mas acho ousado. Um "vamos nos ver novamente" seria tão interessante.... Este "Talvez"... "quase"... são palavras traiçoeiras... Só nos fazem ficar desejosos de um futuro q "talvez" nem aconteça... ou de um fato que "quase" se consumou. No fim... fico feliz de haver a ESPERANÇA no mundo, pois só assim tenho a certeza de poder rebobinar um momento da vida e fazer com que tudo seja marcante e inesquecível.
trecho de um depoimento no orkut a uma pessoa q nunca conheci e que me despertou mta curiosidade e interesse.
Escrito por Henry Akashi às 16h08
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Ser Melhor... é realmente o Melhor a fazer? Parte 1
Ser Melhor... é realmente o Melhor a fazer? Parte 1
Com tamanho de meu pensamento passo horas analisando as coisas da vida. Me pergunto o que há de errado querer ser melhor, em querer ser algupem melhor. Muitas pessoas buscam se aperfeiçoar na vida: profissional, pessoal, amorosa... acadêmica. Realmente é algo complexo. Alguns buscam um retiro espiritual ou buscam uma profunda psicoterapia à fim de resolverem seus problemas interiores... o modo como pensam, como agem e até mesmo buscam respostas do porquê de fazerem tudo o que fizeram [isso quando se fez algo de ruim, muitas vezes]. Já outras pessoas procuram se abster dos namoros, dos relacionamentos e não querem saber de curtir os carinhas ou as gatinhas. É aí então que começa aquela ladainha de escutar músicas românticas cada vez mais tristes. Começam a emergir na cabeça destas pessoas aqueles temas de novela... e quando menos se espera, já se vê cantando "I wishing on a star"... ou então "My heart will go on"... mas ambas músicas, na verdade, são temas de finais tristes. Na primeira temos o tema da personagem interpretada pela filha de Glória Peres e que na vida real foi assassinada brutalmente à tesouradas pelo noivo. Foi uma bomba toda a história que aconteceu. Já a segunda música é amis conhecida como o tema do filme "Titanic"... que no fim tem um fechamento trágico com a morte de Jack [Leo di Caprio], que deixa Rose [Kate Winslet] sozinha e VELHA.
Mas vejam como é o pensamento do ser humano.... ele simplesmente se isola para escutar músicas triste e ficar chorando pelos fins tristes q as músicas representam. No fim das contas nem está chorando pelo q está lhe acontecendo.
Daí temos o pior de tudo. Aquelas pessoas que se afogam no trabalho para apagarem qualquer resquício de pensamento de sua vida particular....
Amanhã continuo com este texto !!!!!!!!!!!1
Categoria: Vou-me embora para Pasárgada...
Escrito por Henry Akashi às 22h51
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The Turn
"I'm not frightened. I'm not frightened of anything. The more I suffer, the more I love. Danger will only increase my love. It will sharpen it, forgive its vice. I will be the only angel you need. You will leave life even more beautiful than you ended it. Heaven will take you back and look at you and say: Only one thing can make a soul complete and that thing is love.'' trecho do filme "O Leitor" [The Reader, 2008]
Escrito por Henry Akashi às 19h21
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Resenha Crítica - Oscar 2009
Troca, A (Changeling, 2008), por Diego Benevides do Blog "Cinema Com Rapadura"
A parceria dos talentosos Angelina Jolie e Clint Eastwood faz de “A Troca” o primeiro filme de destaque deste ano. Com uma trama altamente envolvente, o longa mostra com maestria uma atriz dedicada e um diretor que nunca sai de forma. Simplesmente imperdível! | Baseado em uma história verídica, a trama se passa na Los Angeles de 1928. Christine Collins (Angelina Jolie) é uma mãe dedicada que trabalha como supervisora de uma empresa de telefonia e cria sozinha seu filho Walter Collins (Gattlin Griffith). Em seu dia de folga, Christine é chamada para fazer hora extra. Decepcionada porque havia prometido a Walter que o levaria ao cinema, Christine acaba deixando-o em casa para ir ao trabalho. Ao fim do dia, quando ela volta para casa, Walter não está mais lá. A partir daí, o roteiro mostra brilhantemente a vida de uma mãe que está convencida a ir contra tudo e todos para descobrir o que aconteceu com seu filho, por mais que se isso causa constrangimento para a polícia e administração de Los Angeles. A sala lotada no dia da estréia revela não somente que o público aproveita as férias de janeiro, mas também que Angelina Jolie é um atrativo para qualquer produção que se envolva. Além de ser um sex symbol mundial, Jolie tem um talento que muitas vezes fica apagado frente à sua beleza, mas está ali em algum canto. Após vencer o merecido Oscar de melhor atriz coadjuvante por “Garota, Interrompida”, Jolie se entrega à personagem Christine mostrando que está pronta para receber sua próxima estatueta, seja este ano ou em breve. “A Troca” é resultado da harmonia entre Jolie e o diretor Clint Eastwood, que fazem da história uma demonstração do egoísmo e corrupção da polícia, apoiada pelos governantes de uma cidade, e de uma mãe que não cansa enquanto não souber do paradeiro do filho. Em 2008, Jolie teve sua melhor performance desde “Garota, Interrompida” com o drama “O Preço da Coragem”, no qual vivia uma esposa à procura do marido desaparecido. Apesar da trama semelhante, “A Troca” mostra outro lado dramático e potente da atriz, que está claramente sendo a própria Christine. Não há um momento em que Jolie escorregue no tom de sua voz ou nas expressões melancólicas e tristes de Christine. Também merece destaque no elenco John Malkovich, que nas mãos de Eastwood consegue voltar a ter uma boa performance em cena, como o reverendo que denuncia a corrupção da polícia de Los Angeles. No entanto, o filme é definitivamente de Jolie. Ela está segura do que quer para a personagem e isso faz com que o público não perca, em momento algum, o interesse sobre o desenrolar da história, que é cheia de outros clímax, digamos assim, na parte final do longa. Esse superlotação de resoluções da história que parece nunca acabar pode ser cansativa para alguns, mas certamente outros perceberão que é apenas uma estratégia que alimenta a esperança não só da protagonista, mas também do público, que desenvolve uma relação de apreço à trama. A competência de Jolie ao encarnar Christine também reflete o roteiro magnífico que J. Michael Straczynski escreveu. Aderindo ao cinema com este longa, Straczynski vem de um extenso histórico em seriados de televisão, que inclui “Babylon 5”. Ele constrói uma trama densa que parece encaminhar apenas para a catástrofe. A riqueza e o cinismo dos diálogos são ferramentas que atingem a audiência da mesma forma que atingem Christine. Um fator interessante que podemos perceber é como a síndrome de superioridade policial não é tão contemporânea. Para uma história que se passa em 1928, assisti-la agora, 81 anos depois, é perceber que muita coisa continua igual, que a impunidade, a irresponsabilidade e a criminalidade de antes muito tem a ver com a atualidade. Straczynski é ousado não só rendendo bons momentos para Jolie, mas também ao inserir uma subtrama, a priori deslocada do foco principal, no meio do longa, quebrando o ritmo inicialmente, mas depois se mostrando de grande importância para a conclusão dos fatos. Tantos argumentos e resoluções de “A Troca” poderiam ter se perdido nas mãos de qualquer cineasta, mas aí aparece a importância de Eastwood na película: conduzir como um veterano que é incapaz de fazer besteira no cinema. Após o reconhecimento com seus dois últimos trabalhos, “A Conquista da Honra” e “Cartas de Iwo Jima”, Eastwood investe em um drama avassalador em sua carreira, bem ao estilo do que aconteceu com “Menina de Ouro”. Além de um diretor criativo, Eastwood tem completo controle com o que pedir ao elenco e também dos recursos que pode utilizar para dar mais grandeza ao trabalho. Uma boa demonstração disso é o trabalho da trilha sonora durante a projeção, também realizada por Eastwood. A princípio inocente e doce, ela vai desaparecendo da história, somente voltando à ativa em algum momento crucial. Outro ponto importante é o silêncio como elemento diegético do longa, aparecendo perfeito e sem entrar em conflito com o que se vê em cena. Também vale a pena destacar a fotografia de Tom Stern, que investe em tons mais pastéis ou azulados para a retratação de uma época distante. Juntamente com a direção de arte e figurino, tudo conspira para a estética que Eastwood quer para o longa. Tecnicamente belo, com a magnífica direção de Eastwood e Jolie como uma forte concorrente a levar mais uma estatueta no Oscar, “A Troca” é deliciosamente visceral e mostra o amor em sua mais profunda vertente. Um filme que talvez possa até não ter o reconhecimento que merece, mas que fica marcado na história do cinema como uma mostra que o cinema ainda pode presentear o público com bons dramas, e não somente aquilo que se tem de trivial todos os anos nas telonas. |
Escrito por Henry Akashi às 04h40
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Resenha Crítica - Oscar 2009
Curioso Caso de Benjamin Button, O (The Curious Case of Benjamin Button, 2008), por Amenar Neto do Blog "Cinema Com Rapadura". Quem conhece ou já ouviu falar em David Fincher e seus trabalhos, pode por fim presenciar sua superação. Sua conquista, na verdade. Ele finalmente seu filme gigante, um orçamento monstruoso e um elenco de peso. Esse é o ápice dele no cinema, da mesma forma que “Sangue Negro” foi o ápice de Paul Thomas Anderson. Fincher nos dá uma nova razão para continuar a acreditar no futuro do cinema. | Primeiramente vou aprofundar um pouco mais sobre essa comparação que fiz acima. Tanto David Fincher quanto Paul Thomas Anderson são diretores formidáveis e que fizeram grandes trabalhos no passado. Particularmente, ainda acho que seus melhores trabalhos foram “Clube da Luta” e “Magnólia”, respectivamente. Mas infelizmente, o nariz torto da academia só olhou para eles agora. Contudo, a primeira coisa que me lembrei quando saí da sessão foi justamente em como “Magnólia” quis transformar a visão de seus espectadores, exatamente da mesma maneira que “O Curioso Caso de Benjamin Button” faz. Ambos os diretores chamavam a atenção por seus trabalhos competentes, mas acima de tudo tinham fome de cinema, da juventude, de qualidade e de acordar a sociedade para sentimentos, valores e atitudes. “O Curioso Caso de Benjamim Button” é, primeiramente, um teste. São quase três horas de filme que se sustentam basicamente em romance e drama. “Magnólia” fez isso. E podemos contar a dedo os que fizeram e obtiveram êxito também. É relativamente fácil levar um filme enorme, sendo que ele é repleto de batalhas, ação, e estrondosos efeitos especiais. Não, não tenho nada contra “O Senhor dos Anéis”, “Batman”, “King Kong” ou afins. Mas é necessário ter pessoas muito competentes mesmo para fazer com que a história seja contada de maneira suficientemente interessante para prender a atenção do espectador durante tanto tempo. O filme leva fácil toda sua carga horária. Tudo bem que 3 horas são 3 horas, e é impossível passarem despercebidas, mas a magia que é apresentada na película a conduz facilmente. O filme conta a história de Benjamin Button (Brad Pitt), um rapaz que tem uma anomalia na qual nasce velho e vai rejuvenescendo gradativamente. Nessa odisséia, Benjamin tem que lidar com o fato de perder aqueles que ama, onde paralelamente, ele tenta viver um conturbado romance com sua amada, Daisy (Cate Blanchett), que mostra-se ainda imatura para viver essa relação, mas que vai se desenvolvendo gradativamente. O filme tem uma lição de vida carregada, porém sutil. A humildade na construção do personagem de Benjamin é tamanha que só pode ser equiparada ao personagem Forrest Gump, vivido por Tom Hanks. Não é a toa que o filme do Forrest é igualmente roteirizado por Erick Roth. A beleza na construção da história é de uma simplicidade que ganha qualquer espectador. A eficácia de cada fala do roteiro o sustenta sem muitas dificuldades e os pequenos momentos são os que realmente levam à comoção. Benjamin Button tem o poder de contar toda a história de uma vida, onde são tão bem exploradas as diversas fases, que o conto torna-se completo. Começo, meio e fim bem explorados. Apesar de extenso, ele volta e meia provoca situações interessantes ou até diferentes maneiras na apresentação de alguma delas que conseguem redirecionar a atenção do espectador novamente para ele. O elenco finca-se basicamente em três gloriosos nomes: Brad Pitt, Cate Blanchett e Tilda Swinton. É completamente justa a conquista de Pitt sobre a estatueta dourada. David Fincher, em seu terceiro trabalho em parceria com o ator, consegue extrair uma das melhores, quiçá a melhor, atuação de Pitt. Há uma entrega total ao personagem e ele consegue livrar-se de estereótipos que o circundaram durante suas aventuras cinematográficas recentes. Cate Blanchett mais uma vez está extraordinária. Ela mostra-se competente em cada um dos mais adversos papéis que faz. E, por mais que roube as cenas do longa, ela e Pitt têm uma química explícita – visto anteriormente no ótimo "Babel" -, o que aproxima o longa ainda mais do espectador. Tilda Swinton, que vem crescendo cada vez mais na indústria, dá todo o seu toque especial e sutil em sua participação e completa o trio principal de atores, que leva fácil boa parte do filme nas costas. Um aspecto importantíssimo do filme é justamente a direção de David Fincher. O cineasta reafirma sua condição de um dos nomes mais ilustres do cinema atual e constrói provavelmente o filme do ano. O cuidado que tem na direção dos atores, na escolha de ângulos e no ritmo do filme não podem ser ignorados de forma alguma. Fincher fincou definitivamente seus pés no solo do cinema mundial. Apesar do cuidado estético, dos enquadramentos milimétricos, da iluminação meticulosamente utilizada, Fincher e sua brilhante equipe de fotografia criam momentos belíssimos, porém simples. E é essa a mágica do filme. A simplicidade e ao mesmo tempo a densidade dos momentos. Um simples pôr-do-sol transforma-se em um bálsamo para os olhos, da mesma forma em que retrataram a antiga Nova York ou do breve ataque à uma embarcação. Eles simplesmente utilizam-se do que já se foi repentinas vezes visto e transformam toda a arte do momento em novas sensações. Falando em aspectos técnicos, devo citar a sensacional maquiagem do filme, que não há possibilidades de não arrebatar a estatueta do Oscar. A beleza dos rostos envelhecidos e rejuvenescidos de Pitt e Blanchett é de chamar a atenção de qualquer pessoa e é literalmente a construção de um novo personagem. Os efeitos visuais também foram bem utilizados para completar a maquiagem, principalmente quando o personagem de Pitt está nos primeiros estágios de vida. Além disso, vale citar a belíssima e dócil trilha sonora, que simplesmente serve para contemplar os momentos do filme, e não direcioná-los para si. A edição também foi fundamental para o resultado final do filme, da sua devida alternância e da ordem cronológica que foi montada. Na verdade, somos apresentados a um total equilíbrio entre os diversos aspectos de um filme. “O Curioso Caso de Benjamin Button” é um filme imperdível para qualquer cinéfilo. A complexidade do filme está justamente em sua sutileza, em tratar a vida de uma forma não vista anteriormente, e por gerar implicitamente questionamentos sobre vida, morte, destino, trajetória e maturidade. Peca unicamente por ser longo, mas certamente são proveitosas e necessárias todas as cenas do filme. Consegue atingir um ápice emocional e provavelmente mudará em muita gente a visão sobre a vida. E voltando ao início, qual era mesmo a semelhança entre David Fincher e Paul Thomas Anderson? |
Escrito por Henry Akashi às 04h09
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RESENHA CRÍTICA - OSCAR 2009
Austrália (Australia, 2008), por Diego Benevides do Blog "Cinema com Rapadura" Em quase três horas de duração, o cineasta Baz Luhrmann faz um recorte da Austrália que ele nasceu e admira. Com uma história que talvez desinteresse boa parte dos espectadores, "Austrália" é um épico belo e gigantesco, por mais que certamente divida o gosto do público e da crítica. | Baz Luhrmann é grandioso. Ele é grandioso como cineasta, como idealista, como cineasta que idealiza, desenvolve, cria e recria. Com uma carreira curta nas telonas, ele já fez a releitura moderna do casal shakespeareano em "Romeu + Julieta" e reabriu as portas aos filmes musicais com o aclamado "Moulin Rouge - Amor em Vermelho". Esses dois trabalhos revelam um pouco do estilo do diretor e dos recursos que se utiliza para contar uma história. Sempre sensível, humano, um tanto quanto feminino, glamuroso, enfim, são vários os adjetivos que podemos aplicar a Luhrmann. Afastado dos cinemas há algum tempo, ele volta com seu épico "Austrália" em mais um exercício de grandiosidade, exagero, brilho e requinte. Porém, um filme com um toque de audácia, talvez não muito original, que deve dividir o gosto do público, principalmente pela sua extensa duração. A idéia é, certamente, chamar atenção às terras australianas e promover um maior turismo, reposicionando-a como ponto importante do globo terrestre. Luhrmann é australiano e contou com um elenco basicamente original do país. A trama é contada pelo olhar de Nullah (Brandon Walters), um garoto mestiço que narra a história de Lady Sarah Ashley (Nicole Kidman), uma dondoca que viaja da Inglaterra para um território místico e com uma guerra prestes a eclodir em uma cidadezinha da Austrália. Ela viaja com a intenção de vigiar o marido, sempre ausente cuidando de seu gado. Quando chega lá, Sarah é recepcionada por um homem chamado apenas de Capataz (Hugh Jackman), um típico cowboy durão. Logo, Sarah descobre que seu marido foi assassinado e que ela herdou suas terras e seu rebanho. Entretanto, existem outros interessados no valoroso território e Sarah precisa preservar o que é seu por direito. A partir daí, uma paixão surge, uma guerra eclode e uma família é construída. Luhrmann teve a ajuda de mais outros três roteiristas para compor a trama. Não é para menos o empenho dessas oito mãos, já que fica claro o carinho com que a história foi concebida. As subtramas estão todas bem posicionadas e o filme é pontuado por momentos importantes para a construção total da narrativa. "Austrália" tem várias nuances durante a projeção. No começo, um pouco de comédia embala a trama. A mocinha se desentende com o futuro caso amoroso e admira as belezas da Austrália. Depois, o assunto começa a ficar sério e ela precisa proteger, além de suas terras, uma criança e a si mesma. No terceiro ato, uma guerra estoura e tudo precisa se resolver, mas não parece ser tão fácil assim. "Austrália" tem sido comparado a "E O Vento Levou" por seu formato saudosista e estético. Existem as referências aos grandes épicos, principalmente aos westerns de John Ford, estilo esse que atualmente não rende tantos bons frutos. A referência mais explícita é de "O Mágico de Oz", que traduz com maestria a esperança daquele povo. Entretanto, o longa de Luhrmann se propõe a abordar temas como o racismo, a segregação, a crença, a carência, a violência, o oportunismo, o trabalho, o cotidiano e o futuro, este último com sua imprevisibilidade. Falei mais acima que o longa era audacioso por ter um arco narrativo tão grande, consequentemente sendo longo para ser desenrolado, porém se a beleza das paisagens e a graciosidade dos personagens conquistam, dá a impressão de que os roteiristas criam todo um aparato de conflitos para, na hora de serem resolvidos, cair na falta de originalidade. Os conflitos geram interesse no público, mas ficamos com a impressão do previsível. Se tem uma coisa que incomoda na trama é isso: a ânsia pela inteligência de Lurhmann ousar. Não acontece. O que ele constrói no longa não é novidade e outros filmes já abordaram até de formas melhores. Para sustentar a trama, Luhrmann repete a parceira com Nicole Kidman e conta com a empatia de Hugh Jackman. Os astros já dividiram a dublagem da animação "Happy Feet: O Pinguim", porém é a primeira vez que a harmonia entre eles é realmente registrada pelas câmeras. Kidman, inicialmente, é vista como uma dondoca que quase beira à loucura. É sempre bom captar o potencial cômico da atriz, que casa com o personagem de Jackman, contraponto da protagonista. Jackman é quase caricato, mas sua determinação e princípios fazem seu personagem ser interessante. Outro destaque no elenco fica com Brandon Walters, que cresce monstruosamente toda vez que aparece em cena. Walters é mágico e criativo, sendo uma grande promessa para Hollywood. Na tentativa de engrandecer mais a história, Luhrmann é bem objetivo em seus planos. As gruas criam dimensões fantásticas para as terras australianas, os travellings dão ritmo à trama e os planos são sempre bem desenvolvidos. A câmera lenta também dá seu toque especial, principalmente quando precisa se comunicar com a fotografia de Mandy Walker. Admirável em muitos momentos, a fotografia acaba pecando pela instabilidade e o uso de croma key (fundo verde para recorte e inclusão de efeitos visuais) em determinadas cenas, desvalorizando a profundidade de campo e dando um toque genérico às imagens. Ainda assim, Walker se comunica bem com Luhramnn e eles criam momentos inigualáveis, como no começo da trama, quando um cavalo se banha na água ou na cena em que o rebanho caminha para um abismo. Esta última, por sinal, é grandiosa principalmente pelo desempenho de Walters, que induz toda a emoção da cena. A trilha sonora não passa do comum, porém aparece sempre nos momentos corretos. A construção do figurino foi de responsabilidade de Catherine Martin, parceira veterana de Lurhmann, tendo desenvolvido os figurinos tanto de "Romeu + Julieta" quanto de "Moulin Rouge - Amor em Vermelho", que lhe rendeu um Oscar em 2002. Este ano, "Austrália" também ganhou uma indicação ao prêmio nesta mesma categoria. Ignorado pelas outras categorias técnicas do Oscar, o longa ao menos teve a beleza e charme do figurino reconhecidos. As vestimentas são impecáveis, principalmente as que Kidman usa. Além das roupas exuberantes, a direção de arte também merece aplausos. Os efeitos visuais são apenas razoáveis, já que em alguns momentos são pouco críveis, mas não chegam a decepcionar por completo. "Austrália" foi bastante esperado devido ao seu longo cronograma de filmagens, mas acabou sendo um fracasso de bilheteria americana. No mundo, a situação melhorou e os US$ 130 milhões de orçamento devem ser superados facilmente. A crítica especializada divide a opinião. Uns acham que é um épico moderno que merece ser contemplado, outros já acham que a falta de inovação ou a aproximação ao kitsch prejudicam o rendimento do longa, tornando-o ordinário. Particularmente, "Austrália" é um belíssimo filme que encanta, mesmo sendo básico e longo. Existem mais qualidades do que defeitos e Lurhmann, mesmo com sua grandiosidade quase em excesso, faz mais uma boa obra cinematográfica. Quem tiver disposição, a experiência pode valer a pena! |
Escrito por Henry Akashi às 04h01
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RESENHA CRÍTICA - OSCAR 2009
Foi Apenas um Sonho (Revolutionary Road, 2008), por Thiago Sampaio do Blog "Cinema Com Rapadura". | | Brigas, brigas e mais brigas. Este longa dirigido por Sam Mendes aborda situações críticas e reais de um relacionamento amoroso, mas falha ao não apresentar situações diferentes. O duelo de interpretações de Leonardo DiCaprio e Kate Winslet acaba garantindo o valor do drama. | Leonardo DiCaprio e Kate Winslet estrelaram uma das maiores história de amor do Cinema, no filme mais arrebatador de bilheteria de todos os tempos. Como todos sabem, a obra em questão é "Titanic", de 1997. Reuni-los novamente era algo inevitável como estratégia de marketing e tal feito é realizado 11 anos depois com este “Foi Apenas Um Sonho”. A dupla de "Titanic" em um drama dirigido Sam Mendes, cultuado diretor de “Beleza Americana”, certamente é uma combinação que até antes de conferir o resultado já cheira a Oscar. Após várias indicações ao Globo de Ouro, o longa acabou ficando de fora das principais indicações do Oscar para a surpresa de muitos. O que não chega a ser nenhuma injustiça... A trama, ambientada nos anos 50, traz o casal Frank (DiCaprio) e April (Winslet). Eles sempre se consideraram especiais e prontos para levar uma vida seguindo ideais. Ao se mudarem para uma casa na Revolutionary Road, eles ficam orgulhosos por declarar independência da inércia suburbana que os rodeava. Porém, logo eles percebem que estão se tornando justamente aquilo que não queriam ser. Frank está em um trabalho insignificante e tem medo de tudo, enquanto que April é uma dona de casa infeliz. Decidida a mudar a situação, April propõe que comecem tudo de novo, deixando de lado o conforto da atual casa e recomeçando em Paris. Entretanto, para executar este plano, eles chegam aos seus extremos. Sam Mendes já mostrou em “Beleza Americana” o quanto o tema crescimento e desmonte de uma família pode ser muito bem abordado. Mas, ao invés daquele humor irônico e às críticas ao American Way Of Life, aqui ele se atém unicamente a mostrar a crise de um casal. E “Foi Apenas Um Sonho” se resume a isso: brigas e discussões do começo ao fim. O que não deixa de ser interessante conferir a fundo situações de quando um relacionamento está por um fio. Raiva do parceiro por motivos diversos e que o outro nada tem a ver com a situação desagradável, sonhos não realizados, divergências por motivos pessoais e profissionais, até culminar nas traições. É um longa que mostra situações reais na vida de qualquer casal que no fundo se ama bastante, mas não pára de se confrontar um segundo sequer, por mais que se esforcem para se agradar. Esse é um grande mérito desta adaptação, que certamente criará a identificação de muitos espectadores. E, vale ressaltar, a direção sempre competente de Sam Mendes prima por deixar o clima sempre denso, criando uma certa sensação de desconforto em quem está do outro lado da tela, como se este participasse de todo momento de briga do casal protagonista. Até mesmo a cena de sexo entre eles (que, vale lembrar, Winslet era casada com o diretor na época das filmagens e ele preferiu acompanhar a cena via monitor, em outra sala) soa um tanto crua, sem um pingo de romantismo. O problema é que o roteiro de Justin Haythe, baseado no famoso livro de Richard Yates, pára por aí nos questionamentos, se limitando nas questões básicas do relacionamento. Durante as duas horas de projeção, vemos um casal dar voltas e voltas e o longa não sai do lugar comum, dentro de acontecimentos sempre previsíveis, por mais chocantes que sejam. Pode funcionar bem na literatura, mas nem tanto no audiovisual. Sem falar que os personagens secundários nunca recebem o devido valor e parecem estar lá apenas para ilustrar a tela. Os dois filhos dos protagonistas, por exemplo, sequer têm seus rostos focados e nunca testemunham os conflitos da família. Sem falar na corretora Helen Givings, vivida pela veterana Kathy Bates (que já adotou um modo automático de atuar, mediante tantos filmes em que se compromete), que parece ter sido encaixada unicamente para prestigiar a atriz. A única exceção fica por conta do complexo personagem John, vivido de maneira admirável por Michael Shannon, que infelizmente tem pouco tempo em cena (e, por isso, a indicação para a categoria Melhor Ator Coadjuvante soou um tanto forçada). Shannon vive um ex-matemático que ficou perturbado da cabeça após receber forte tratamento numa clínica psiquiátrica. Ele é responsável pela cena mais interessante do longa ao provocar um clima tenso em um almoço, aparentemente calmo. Por falar o que pensa, chega a ser reflexivo como a verdade crua e óbvia seja dita por um “louco”, por mais inconveniente que seja. Perante a falta de atrativos extras, o que move o longa é o embate de interpretações. DiCaprio e Winslet fazem qualquer um esquecer de roteiro ao tornarem o longa um drama forte e que, se fosse estrelado por astros incompetentes, certamente perderia seu valor. Não seria errado dizer que o filme se resume à dupla. Ele, cada vez mais se esquiva dos personagens joviais e demonstra um talento ímpar ao encarnar homens maduros. Suas expressões de revolta chegam a ser chocantes, enquanto, do outro lado, Winslet tem que suportar a dor. Ela comprova que é uma das melhores atrizes de sua geração, conferindo aqui todo seu talento dramático para dar a sua personagem o caráter de mulher infeliz e frágil, prestes a explodir. As outras indicações, nas categorias Melhor Figurino e Melhor Direção de Arte, são mais do que merecidas. Apesar do fato de a trama se passar nos anos 50 não influenciar em nada o desenrolar dos acontecimentos, as caracterizações da época, desde os trajes, até a ambientação da Revolutionary Road (rua que dá o título original do filme) são muito impressionantes. Bem que Leo ou Kate poderiam figurar entre os prestigiados, mas só isso. Mendes novamente mostra o quanto sabe lidar com as questões familiares, mas não será por este filme que ele será lembrado. “Foi Apenas Um Sonho” cumpre seu dever, mas se o público futuramente tiver interessado em rever um filme sobre conflitos amorosos que deixe uma sensação incômoda, ele ainda irá optar por “Closer – Perto Demais”. |
Escrito por Henry Akashi às 03h45
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Leitor, O (The Reader, 2008) por Laís Catassini, do Blog Cinema Com Rapadura. Uma reunião de grandes talentos explica a qualidade de "O Leitor". Baseado no livro de Bernhard Schlink, o diretor Stephen Daldry cria o ambiente perfeito para Kate Winslet e David Kross brilharem nos papéis principais. A simplicidade do roteiro e o cuidado dos profissionais envolvidos torna a experiência de desvendar história e personagens absolutamente necessária e deliciosa.
| Talvez seja a sugestão do título, mas a cada minuto passado de “O Leitor” a sensação é de ter percorrido os olhos por algumas das linhas escritas por Bernhard Schlink no livro homônimo que inspirou o filme. A simplicidade da história, bastante fiel à obra original, é o que torna o longa-metragem saboroso e, ao mesmo tempo, difícil de resumir em palavras. Michael Berg, interpretado na vida adulta por Ralph Fiennes, tem cerca 15 anos quando conhece Hanna, uma alemã durona que carrega o peso da vida nos ombros. Um dia, a caminho de casa, Michael passa mal em frente ao prédio de Hanna. Ela o ajuda em um misto de carinho e repressão e o adolescente, diagnosticado com hepatite, precisa ficar de cama por meses. Os dois voltam a se encontrar quando Michael, já curado, mas ainda com bastante tempo livre em seus dias, retorna para agradecer. Não demora muito para que os dois iniciem um romance. A frieza nos olhos de Hanna, interpretada magnificamente por Kate Winslet, desaparece nas ações de uma mulher que não tem medo de se envolver com um jovem inexperiente. A descoberta do amor e do sexo, também brilhantemente retratada por David Kross, prende Michael a Hanna. Não é o sexo, entretanto, o que a prende a ele, mas a leitura. Michael passa a ler obras clássicas para a amante. “A Odisséia”, “Guerra e Paz” e outros livros se tornam testemunhas do romance. A separação não demora para acontecer e os dois só irão se reencontrar anos mais tarde, quando Hanna é ré em um julgamento sobre os crimes cometidos durante a Segunda Guerra. Parece injusto avançar mais na história sem que o espectador tenha o prazer de desvendar por si mesmo a trama contada pelo diretor Stephen Daldry. “O Leitor” é um filme que, acima de tudo, merece ser assistido. Daldry tem experiência com enredos singelos e dramáticos e “O Leitor” não é exceção. A vida de Michael e Hanna é desvendada sem exposições e enriquecida pela interpretação cuidadosa dos dois atores principais. A beleza do filme está em descobrir quem são esses personagens a medida que a história é contada, tentar descobrir qual será a reviravolta, e se haverá alguma, sem espiar as páginas seguintes. Difícil é saber de quem é o mérito para a qualidade do longa-metragem. Bernhard Schlink escreveu um texto cinematográfico, mas que requer coragem para a adaptação. A história aborda o nazismo e os crimes cometidos contra os judeus de uma maneira cuidadosa e inovadora. Na tela somos excluídos do debate que Michael faz consigo mesmo sobre as ações de Hanna, seu envolvimento emocional com ela e o destino da mulher que amou. A interpretação de Kross, entretanto, é capaz de nos dar a ideia de relance. Em cada olhar ou gesto capturados pelo espectador mais atento, a imaginação encontra algo em que se agarrar para construir o diálogo que falta. A direção de Stephen Daldry é, como sempre, precisa. Sem expor muito de seus personagens, mas exigindo o máximo de seus atores, Daldry constrói um cenário que cabe ao espectador preencher. É esse trabalho de mostrar o necessário e sugerir os excessos que tornam a experiência de assistir ao filme como a de ler um bom livro. É a atuação de Kate Winslet, entretanto, que captura. Não é ousado dizer que seu trabalho, maduro e honesto, carrega a alma de “O Leitor”. Sem uma atriz competente como Winslet, reconhecida pela Academia, o filme não se sustentaria. A personagem é o extremo oposto de April Wheeler, seu papel em “Foi Apenas Um Sonho”. Colocar os dois filmes em contraste evidencia ainda mais a capacidade de Winslet em se transformar e expressar sentimentos obscuros através do olhar e dos pequenos gestos. Acertada, portanto, a decisão da academia em indicá-la ao prêmio de melhor atriz e não por coadjuvante. Ao sair do cinema a sensação é de que falta algo, de que aqueles personagens mereciam outra conclusão ou ainda de que há muito mais para ser descoberto sobre a vida de Hanna e Michael. Talvez seja esse o único defeito de “O Leitor”, não satisfazer por completo a curiosidade de quem se envolve na história. No entanto é esse detalhe que comprova o cuidado aplicado a Schlink na criação de seus personagens, a mão e o olhar preciso de Daldry no processo de concretização da história e, principalmente, o talento dos atores escolhidos ao dar verossimilhança às palavras e ações em seus papéis. “O Leitor” deixa a impressão que aquelas pessoas de fato existiram e tiveram muito mais para contar sobre o que foi vivenciado antes dos acontecimentos narrados ou posteriormente a eles. |
Escrito por Henry Akashi às 03h42
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O SUCESSO É CONSTRUÍDO À NOITE! DURANTE O DIA VOCÊ FAZ O QUE TODOS FAZEM "Não conheço ninguém que conseguiu realizar seu sonho, sem sacrificar feriados e domingos pelo menos uma centena de vezes. Da mesma forma, se você quiser construir uma relação amiga com seus filhos, terá que se dedicar a isso, superar o cansaço, arrumar tempo para ficar com eles, deixar de lado o orgulho e o comodismo. Se quiser um casamento gratificante, terá que investir tempo, energia e sentimentos nesse objetivo, pois ao contrário, acabará perdendo seu grande amor. O sucesso é construído à noite! Durante o dia você faz o que todos fazem. Mas, para obter um resultado diferente da maioria, você tem que ser especial. Se fizer igual a todo mundo, obterá os mesmos resultados. Não se compare à maioria, pois infelizmente ela não é modelo de sucesso. Se você quiser atingir uma meta especial, terá que estudar no horário em que os outros estão tomando chope com batata frita. Terá de planejar, enquanto os outros permanecem à frente da televisão. Terá de trabalhar enquanto os outros tomam sol à beira da piscina. A realização de um sonho depende de dedicação. Há muita gente que espera que o sonho se realize por mágica. Mas toda mágica é ilusão. A ilusão não tira ninguém de onde está. Ilusão é combustível de perdedores. Quem quer fazer alguma coisa, encontra um meio. Quem não quer fazer nada, encontra uma desculpa." Roberto Shinyashiki
Escrito por Henry Akashi às 01h38
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Sangue Negro (There Will Be Blood, 2008)
Teria o Oscar sido justo em 2008, caso não existisse "Sangue Negro", penso eu. Com uma vantagem até folgada deste filme sobre o segundo colocado, "There Will Be Blood" é mais uma obra-prima de Paul Thomas Anderson, em fazer um trabalho inspiradíssimo sobre todas as qualidades técnicas necessitadas para fazer este longa. E falando em inspiração, não houve texto mais inspirado do que o postado no "Cine JP", portanto resolvi não escolher apenas algum trecho, mas sim toda a crítica: Aqui haverá sangue Aqui haverá ganância Aqui haverá desprezo Aqui haverá humilhação Aqui haverá a perca total Aqui haverá morte Aqui haverá abandono Aqui haverá o ser humano Aqui haverá petróleo.
Os falsos profetas pregam um deus lendário... Sim, deus existe para eles, então não são profetas. Mas já disseram quem é o deus dele... E acreditem, não é o que eu ou você cremos
Quando vou para sorveteria perto de casa Sempre escolho os sabores do meu milkshake Às vezes coloco morango ou chocolate Mas o que eles tomam não tem um gosto doce
Tem o gosto amargo Lembrando o plástico e terra Com cobertura de hipocrisia E maldade... Muita maldade ...Por João Paulo do "Cine JP".
Escrito por Henry Akashi às 19h44
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